domingo, 25 de dezembro de 2011

relativizando o abstrato. linguagem. comunicação. contradição.

Se palavras, conceitos e visões são ditos abstratos, como é que se definem em suma precisão? Utopia, horizonte, espaço, tempo. A linguagem transcende os mais altos níveis de abstração? E os ditos palpáveis muitas das vezes são explicações completamente absortas e distorcidas. A beleza da linguagem se perde no mau uso terreno. Benditas sejam as criaturas naturais, que de maneira simples e majestosa mantêm uma comunicação, que pelo menos aos olhos racionais, soa límpida, sem ruídos e falsas induções. O que é pra ser dito é dito, sem delongas. A comunicação se faz, se refaz em sua pureza. Também animais, contudo humanos, dotamos dessa mesma capacidade, só que agora... controvérsias. Ela cumpre a sua função e até extrapola, linguagem humana é música, é poesia, literatura, arte. Motor mental, o qual vive na ré. Corresponde ao nosso lado negro e perverso, propondo armadilhas, distorcendo concepções, e sendo de uso à criação de conceitos pro que há de cruel. Linguagem além linguagem. Metáfora. Ora excesso benéfico, ora maléfico. Seja referencial , expressiva, apelativa, metalingüística, fática ou poética. Talvez seja esse o grande dilema: excessos! Encontre-os. O homem deslumbra o excesso, desmerecendo seus elevados dons. Eis a sina humana. O excesso esconde a essência. 

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