terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Se ao entrar em contato com o espaço natural e à medida em que os pensamentos se acalmam e a paz flui, hei de nutrir a sensação de pertencimento e integridade, isso acontece porque, alcançado o quarto estado da mente (mente pura) refletimos a essência do ser, que agora descoberto é (só) elemento constituinte da natureza.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Eu quero é acordar, e ao primeiro momento do dia desfrutar, sem nenhuma pretensão, do prazer de um singelo dialogo com a companhia mais próxima. Que ela sinta a mesma necessidade de “porquês” - do porque não despertar dos confortos medíocres para dar voz aos desejos básicos, instintivos florescentes. Logo, o questionar, o discurso ingênuo, aleatório e complexo duram até o momento de reciprocidade das saudações dos bem-te-vis, assovios, até os raios solares invadirem o que agora além de mente inquieta, é mente corpo alma, e o que era inquietude agora é plena luz, sintonia com o bom dia. Por escambo ou qualquer outra permuta, trocar todos os pertences e status atuais, só – e tanto – para nutrir os mais básicos, e ao extremo, sentimentos de espanto, pertencimento, paz profunda e gratidão por esse universo e suas boas vindas matutinas.
domingo, 25 de dezembro de 2011
relativizando o abstrato. linguagem. comunicação. contradição.
Se palavras, conceitos e visões são ditos abstratos, como é que se definem em suma precisão? Utopia, horizonte, espaço, tempo. A linguagem transcende os mais altos níveis de abstração? E os ditos palpáveis muitas das vezes são explicações completamente absortas e distorcidas. A beleza da linguagem se perde no mau uso terreno. Benditas sejam as criaturas naturais, que de maneira simples e majestosa mantêm uma comunicação, que pelo menos aos olhos racionais, soa límpida, sem ruídos e falsas induções. O que é pra ser dito é dito, sem delongas. A comunicação se faz, se refaz em sua pureza. Também animais, contudo humanos, dotamos dessa mesma capacidade, só que agora... controvérsias. Ela cumpre a sua função e até extrapola, linguagem humana é música, é poesia, literatura, arte. Motor mental, o qual vive na ré. Corresponde ao nosso lado negro e perverso, propondo armadilhas, distorcendo concepções, e sendo de uso à criação de conceitos pro que há de cruel. Linguagem além linguagem. Metáfora. Ora excesso benéfico, ora maléfico. Seja referencial , expressiva, apelativa, metalingüística, fática ou poética. Talvez seja esse o grande dilema: excessos! Encontre-os. O homem deslumbra o excesso, desmerecendo seus elevados dons. Eis a sina humana. O excesso esconde a essência.
Assinar:
Postagens (Atom)