quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Seria possível falar de algo que você não viveu? Ou melhor, quase viveu? Conheceu! Uma erupção de memórias inertes a alma, agora presentes na mente. Sejam resquícios de uma vocação de vidas passadas, missão na vida presente, ou puro encontro, prazer sem demais causas ou motivos. O falar torna-se trivial diante do êxtase que a experiência despertou. Apesar de ser uma de suas funções, as palavras não transmitem, pelo contrario - são reles artifícios, para a tentativa de difusão das emoções e sentimentos ao mesmo tempo essencialmente humanos e incorpóreos. Diante das controvérsias da expressão e linguagem, apesar do profundo apreço por esses meios de “comunicação”, opto pelo silêncio. Silêncio. Ciente de que o acumulo de experiências, sensações e inspirações divagando no vão dessa aldeia de idéias e desejos ainda em construção irão eclodir, no clímax dessa vida terrena, tempo próximo. O que era (r)evolução interna e pessoal se refletirá em um espelho, que não é nada além das vidas e meio ao redor. Revolução é levar ao outro, cohabitante em espécie e espírito, a sua própria evolução. Conscientizá-lo e capacitá-lo branda e voluntariamente de seus dons naturais. Coletivizar o uno. E aí sobra e falta R. É tudo evolução! É tudo revolução! Que com seu fim exprime a mais nobre e pacifica estima: gratidão mútua, de quem desperta e de quem o faz despertar. Gratidão por subir um passo além sua realização individual. Gratidão por quebrar as barreiras do interno/externo e viver em um meio igualmente harmônico. Gratidão por sentir a integridade e companhia genuína de quem desfruta das mesmas buscas e vivências, indivíduos aspirantes dos mais ilustres valores demonstrados através do contato humano e com a natureza. Gratidão por oferecer ao outro o que é seu de direito, o seu “eu” que não é nada além da oferta gratuita da felicidade. Abrir as portas para as bem-aventuranças nas estradas e caminhos essenciais rumo à existência plena, que a confusão da mente e dessa realidade mundana e conflituosa tentam esconder do seu próprio viajante.

2 comentários:

  1. Sim, a memória coletiva é poderosa! As relações se estreitam não por mero acaso, mas por esta inerente necessidade humana de evoluir. Eu adorei este seu texto, suas idéias tão puras contrastam com o sentimento que ultimamente me tem dominado, o isolamento em que por vezes me abrigo, ciente de que estar sozinho não vai resolver coisa alguma, afinal, "somos indivíduos aspirantes dos mais ilustres valores demonstrados através do contato humano e com a natureza." Obrigado por compartilhar tamanha beleza comigo! Murilo

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  2. Obrigada vc querido pelos ouvidos e mente sempre receptivos! Esteja bem aí! Paz!

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