quarta-feira, 23 de março de 2011

Relato de uma tarde azul de quinta feira


Sob céu azul de inverno
Limpo de quaisquer manchas brancas
Dividindo o espaço
Com um espectro solar
Que domina ao meio terço do dia
O leste da imensidão
Invejo essas criaturinhas negras
Esbanjando sua liberdade
Com danças arbitrárias
Surgindo do infinito
Fazendo seu espetáculo
E voltando pra lá
Deixando vã a minha visão do paraíso
Oh deus, oh céus
Permita-me desfrutar
Desse canto, desse manto
Desse desassombro
Abra o meu caminho pra entrar e ficar
Nesse túnel de porta redonda amarela
Que é só luz, raio luz
Êxtase de compreensão, de mundo, de paz, de tudo

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